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| Padaria Confeitaria e Pizzeria Lisboa, no bairro do Tatuapé, em São Paulo. 1952. |
Eles surgiram com a colonização portuguesa! Os lusitanos, em época de vacas magras na terrinha, embarcaram em massa com destino à colônia – isso no final do século XIX e começo do XX – em busca de novas oportunidades de trabalho e de uma vida melhor.
De todos que desembarcavam em portos brasileiros, a parcela mais numerosa queria mesmo é morar na cidade – sendo o Rio de Janeiro e São Paulo os principais destinos. A cidade lhes parecia mais promissora: um lugar onde se tinha mais chances de fazer dinheiro e ascender socialmente.
Em pouco tempo viraram profissionais autônomos e pequenos empresários que, notando as novas necessidades de consumo que surgiam no território, souberam como prosperar em seus negócios. Uma destas necessidades era a de consumir pão.
As mulheres já dominavam o ramo. Fazendo pães deliciosos em suas casas, elas os vendiam pelo bairro, sem ter um estabelecimento fixo. Mas o negócio foi se profissionalizando, com produção regular e em maior escala.
As padarias portuguesas só ganharam mais fama do que as outras pela invenção do pão francês, que de francês só tem o nome. Era fresquinho e saía em várias fornadas por dia, não à toa conquistou uma grande freguesia e é o preferido do brasileiro até hoje. Daí em diante, elas passaram por gerações de descendentes lusitanos e, acompanhando as mudanças da sociedade, viraram tão multifuncionais e modernas como são. Mas isso é assunto do próximo post.

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